Objetivos

Este  projeto "PJe - contraponto" nasceu da conjugação de ideias dos juízes Luiz Carlos Roveda - que se afastou do projeto no início de 2016 -  e Sebastião Tavares Pereira. Os autores pretendiam colocar suas  experiências, práticas e teóricas, a serviço do processo eletrônico. A caminhada para esse novo tipo de processo - o processo com as tecnologias da informação e da comunicação - estava apenas começando. 

Atualmente, o blog é de S. Tavares Pereira.
No tocante ao objeto do blog, pode-se dizer que tudo ainda está por construir, da ferramenta de base (o SEPAJ) aos fundamentos teóricos necessários para que a ciência processual dê conta do seu objeto nesses novos tempos. 

Contraponto: a ideia é olhar sempre o outro lado, ver "os
dois lados da forma" (Gregory Bateson).
Apesar do nome, o blog não nasceu para combater ou se contrapor à tecnologia ou ao processo com tecnologia (o processo eletrônico) e principalmente ao PJe. A ideia era,  apenas, sempre girar a câmera, olhar desde o outro lado, ver os "dois lados da forma". 

Para fazê-lo, os autores sempre procuraram se postar como  observadores do processo eletrônico, dos SEPAJ (os sistemas de informática para fazer o processo judicial eletrônico), das alterações sociológico-contextuais dessa inovação, dos impactos deste tipo de processo para o Direito (teoria, jurisprudência) e para as pessoas, especialmente para os ditos operadores jurídicos.  Essa postura continua viva.  

Claro, como a Justiça do Trabalho utilizará apenas o PJe-JT, este particular SEPAJ foi o objeto precípuo de observação, o lago para onde continuarão fluindo  quase todas as águas (sugestões), para alimentá-lo,  e onde se atirará a maioria das pedras (críticas, observações).

Todo observador contamina a observação com sua  particular maneira de ver (Kant).  

Magistrados que iniciaram o blog.
Por isso, logo no início do blog, informou-se aos leitores que "... apaixonados pelo Direito e pela Jurisdição, acreditamos nas possibilidades de a tecnologia ajudar o Poder Judiciário, entendemos que a tecnologia deve ser usada para aprimorar a prestação jurisdicional e não para macular o Direito e o processo, acreditamos na lei e nas pessoas e, principalmente, acreditamos num processo com muita tecnologia para a promoção do “exercício do poder com  humanidade", não o contrário."
Essas são crenças que, certamente, contaminaram e continuarão a contaminar as observações, comentários, elogios e críticas, agora feitos apenas por S. Tavares Pereira. 

São crenças, sabe-se, de que  a imensa maioria dos que têm feito o hercúleo esforço para incorporar a tecnologia no processo compartilha: administradores, técnicos, operadores, servidores.  

No início, Luiz Carlos Roveda acompanhava, no dia a dia, a evolução do Pje-JT.  Uma conjunção de vida, decisões e profissão fizeram dele o primeiro juiz a operar o sistema no país. 
S. Tavares Pereira veio da área de tecnologia, chegou à magistratura e, há anos dedica-se principalmente à teorização do processo à luz da teoria dos sistemas sociais.

Prática e teoria, teoria e prática:  um olhar simbiótico capaz de demonstrar que na prática a teoria pode ser a mesma!  

Falando especificamente do PJe-JT, entende-se que ele há de ser útil para se fazer um processo eletrônico otimizado. Portanto, utilidade poderia ser a palavra para resumir exigências de eficácia/eficiência, usabilidade, acessibilidade, aderência jurídica, estado da arte e outras características esperadas de uma ferramenta assim.

Está-se ciente de que haverá, muitas vezes,  equívocos  em observações e comentários. 
Por isso, ao lado do máximo de firmeza na defesa de  visões aqui esposadas, quer-se sempre evitar posturas de:

a)     Pai coruja, revolvendo baús, inconsequentemente,  em busca de justificativas para o injustificável;
b)     Vendedor, necessitado de convencer alguém de que algo ruim, ou inadequado, é exatamente o que esse alguém necessita;
c)     Comprometido, movido por motivos outros que não a busca do melhor para o processo eletrônico e
d)     Embevecido tecnológico, crente sistemático e acrítico em poderes da tecnologia pela tecnologia. 

Esse é um compromisso do blog desde o início.

Essas negações de postura complementam a ideia de "contraponto" deste blog.

Blog sem tapetes:varrições apropriadas
Acima de tudo, quer-se  que o blog não tenha tapetes e que as varrições sejam feitas apropriadamente. 

Diante desse cenário, o projeto continuará contemplando a caminhada em várias direções. Espera-se poder caminhar em todas elas, inclusive com a ajuda de todos os que quiserem colaborar.

História, problemas, dicas, legislação, jurisprudência, teoria e perspectivas.  São todas estradas em que há muito para caminhar.

Obrigado pela visita. 

S. Tavares Pereira